Discurso por escrito
Dr. Luiz Ovando, em discurso enviado por escrito, homenageou os 20 anos da Bello Alimentos, empresa de Itaquiraí, em Mato Grosso do Sul, com mais de 5 mil funcionários. Defendeu menos impostos, regras claras para as empresas e um Estado menor, e criticou o governo Lula por tratar quem produz como fonte sem fim de arrecadação.
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DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO DR. LUIZ OVANDO (SEM REGISTRO TAQUIGRÁFICO). Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares, Povo brasileiro, Antes que o Estado arrecade, alguém precisa produzir. Antes de cada emprego, alguém precisa investir, assumir riscos e acreditar. É por isso que registro, nos Anais desta Casa, os 20 anos da Bello Alimentos, empresa do Grupo Pluma fundada em 3 de agosto de 2006, em Itaquiraí, Mato Grosso do Sul. Essa história começou antes. Em 1999, durante uma pescaria entre amigos, Uma ideia simples transformou-se em trabalho, investimento e desenvolvimento. Em duas décadas, a Bello Alimentos ampliou sua produção, diversificou os negócios e conquistou mercados. Hoje, reúne 5.662 colaboradores, 29 filiais, 452 aviários, 86 produtores integrados e exporta para mais de 50 países. Esses números representam muito mais do que crescimento empresarial. Cada emprego sustenta uma família; cada produtor integrado movimenta o interior; cada profissional qualificado fortalece o capital humano do nosso Estado. Empresas assim transformam recursos em oportunidades e fazem o Brasil prosperar. Não existe emprego sem investimento, assim como não existe empresa duradoura sem trabalhadores preparados e valorizados. Capital e trabalho não devem ser tratados como inimigos, mas como forças complementares na construção da riqueza nacional. Infelizmente, empreender no Brasil tornou-se um exercício permanente de resistência. A Bello Alimentos e tantas empresas de Dourados e de outros municípios sul-mato-grossenses conhecem o peso de um sistema tributário complexo, de uma burocracia excessiva e da insegurança para investir. O governo Lula insiste em tratar quem produz como fonte inesgotável de arrecadação. Mas não existe justiça social quando se sufoca quem cria empregos. Aumentar impostos e preservar uma máquina pública cara retira das empresas os recursos que poderiam financiar inovação, expansão e novas contratações. Defendo o livre mercado, a propriedade privada, a redução dos impostos, a segurança jurídica e um Estado mais enxuto e eficiente. Enxugar a máquina pública não é abandonar a população; é combater desperdícios e privilégios para concentrar recursos na saúde, na educação, na segurança e na infraestrutura. O lucro honesto não é privilégio. É a remuneração do risco e a condição para reinvestir, crescer e contratar. Nosso dever, no Congresso Nacional, é garantir regras claras para que empresas como a Bello possam prosperar e receber o legítimo retorno de seu trabalho. Cumprimento os fundadores e dirigentes do Grupo Pluma, os produtores integrados, os parceiros e, especialmente, cada colaborador da Bello Alimentos. São eles que constroem essa história todos os dias. Que os próximos 20 anos sejam ainda mais prósperos e que a Bello continue levando a força da produção sul-mato-grossense ao Brasil e ao mundo. Uma nação não se torna forte pelo tamanho de seu governo, mas pela liberdade, pelo trabalho e pela capacidade de seu povo. Muito obrigado.